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Lula critica ações no Oriente Médio e classifica conflito como "guerra da insensatez"

Durante viagem à Alemanha, presidente defende negociação e critica postura dos EUA e UE em relação ao Irã

21/04/2026 às 16:57
Por: Redação

Durante viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a abordar a possibilidade de intensificação das hostilidades no Oriente Médio, referindo-se ao atual cenário de disputas locais envolvendo Estados Unidos e Irã. Lula afirmou que o conflito na região representa, em suas palavras, uma "guerra da insensatez".

 

O presidente ressaltou que, na sua avaliação, não haveria necessidade para a eclosão dessa guerra. Ele destacou ainda a força reconhecida dos Estados Unidos, afirmando que o país não precisa demonstrar poder diariamente por meio de ações militares. Lula defendeu que diferentes questões poderiam ser solucionadas sem o uso da violência, evitando mortes e bombardeios, a partir do diálogo entre as partes.

 

“É uma guerra que não precisaria ter acontecido. Acho que os americanos são reconhecidamente um país muito forte. Não precisam ficar demonstrando força todo dia. Muitas coisas poderiam ser resolvidas sem nenhuma morte, sem nenhuma bomba, sentados à mesa de negociação.”


 

Em conversas com jornalistas no contexto da visita oficial à Alemanha, Lula afirmou novamente que a demanda dos Estados Unidos em relação ao programa de enriquecimento de urânio iraniano já havia sido objeto de um acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã. Segundo o presidente, os Estados Unidos e a União Europeia recusaram aquele entendimento à época.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, diante da recusa do acordo firmado em 2010, as potências internacionais agora enfrentam novamente o mesmo impasse, o que, em sua visão, poderia ter sido evitado.

 

“Na verdade, eles estão pagando o preço da insensatez com um acordo que resolvia o problema.”


 

Lula acrescentou que, por não aceitarem o acordo de 2010, as partes envolvidas voltam a discutir atualmente o mesmo tema, que, segundo ele, já poderia estar superado. Para o presidente, a consequência desse cenário é uma guerra que considera insensata, cujos impactos atingem diretamente a população em geral, refletindo-se em preços de alimentos e combustíveis.

 

“Não quiseram aceitar o acordo e, agora, estão, outra vez, discutindo a mesma coisa que teria sido resolvida em 2010. Por isso acho que é a guerra da insensatez. E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível.”


 

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