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Mais de 24 mil indígenas recebem atendimento do Proadi-SUS em áreas remotas

Ações incluem pré-natal, teleconsultas e formação em saneamento em regiões de difícil acesso

17/04/2026 às 01:18
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), vinculado ao Ministério da Saúde, já realizou atendimento a mais de 24 mil indígenas que vivem em áreas isoladas do território nacional.

 

Atualmente, 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas estão envolvidos na oferta de atividades voltadas para saúde dessas populações. Entre os serviços disponibilizados estão o acompanhamento pré-natal, cursos de formação em saneamento básico e consultas médicas realizadas por telemedicina.

 

O desenvolvimento das ações do Proadi-SUS ocorre em conjunto com instituições privadas do setor hospitalar. Essas entidades compartilham plataformas digitais para permitir a integração de médicos das Unidades Básicas de Saúde com centros de menor porte, especialmente nas regiões indígenas afastadas dos grandes centros urbanos.

 

Resultados nas regiões Norte e Nordeste

 

Na região Nordeste, a implementação do programa apresentou avanços notáveis. Em Alagoas e Maranhão, um total de 22 comunidades indígenas foi alcançado, o que resultou na realização de 256 teleconsultas e no atendimento de 178 pacientes. Essas ações são fruto da parceria estabelecida entre o programa e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

No âmbito da Paraíba e do Piauí, o trabalho da rede Hcor resultou em 822 teleconsultas efetuadas, sendo que mais de 90% dos casos receberam resolução sem necessidade de encaminhamento para serviços de referência, o que evitou a transferência de 747 pacientes para outros níveis de atenção à saúde.

 

Já na Região Norte, o projeto TeleAMEs está sob a responsabilidade do Hospital Israelita Albert Einstein. Foram instalados três pontos de atendimento por telessaúde em unidades de saúde indígenas no estado de Rondônia. Essas estruturas já proporcionaram atendimento a 315 indígenas das etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Impactos na saúde materno-infantil

 

Os avanços no acesso dos povos indígenas à assistência médica refletem-se também nos indicadores de saúde materno-infantil. Na área Xavante, em Mato Grosso, o projeto Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, elevou a cobertura de rastreamento de câncer do colo do útero para 76%. O acompanhamento de gestantes na mesma região superou o índice de 96%.

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