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Projeto incentiva protagonismo de alunos em escolas públicas de Petrópolis

Alunos participam de ações que unem educação ambiental, escrita e jogos digitais em Petrópolis.

02/05/2026 às 23:12
Por: Redação

Cerca de cem estudantes pertencentes a instituições de ensino da rede pública localizadas na região do Alto da Independência, em Petrópolis, integram atualmente um programa educacional que tem como objetivo promover o engajamento e a colaboração de crianças e adolescentes em questões relevantes para suas comunidades.

 

O programa foi estruturado em três eixos principais: práticas de educação ambiental, incentivo à leitura e à escrita, além da promoção de atividades voltadas à criatividade.

 

Desde o dia 10 de março, foram contempladas três turmas na primeira etapa do projeto. A meta estabelecida pelos responsáveis é ampliar o alcance para até mil e oitocentos estudantes.

 

O responsável pela concepção do projeto, Victor Prado, acredita que a iniciativa possibilita aos jovens expandirem sua visão sobre assuntos frequentemente marcados por estigmas.

 

“Sustentabilidade não é custo, é oportunidade, assim como os games. Mas, antes de tudo, é fundamental que os estudantes se enxerguem como capazes e saibam comunicar suas ideias, daí a importância da leitura e da escrita diante das ferramentas digitais”, disse.


 

Segundo Prado, a proposta nasceu a partir de sua experiência acumulada ao longo de anos de trabalho em escolas públicas, sempre atento às discussões recentes quanto ao papel da tecnologia na educação.

 

O projeto conta com a participação de duas instituições: a Escola Municipal Alto Independência e o Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Santos Dumont. Diante da procura dos alunos, a previsão é de abertura de novas turmas já na próxima semana.

 

Detalhamento das atividades desenvolvidas

 

O primeiro módulo do programa, denominado Desafio Verde, é dedicado à educação ambiental. Nessa etapa são promovidas oficinas, atividades colaborativas e ações de mobilização junto à comunidade, com o intuito de estimular os estudantes a se tornarem agentes de transformação socioambiental em seu entorno.

 

O segundo segmento, chamado Vozes do Alto, é orientado para práticas de leitura, produção de textos e criação de conteúdo. Os participantes são convidados a observar suas localidades e transformar acontecimentos e experiências do cotidiano em narrativas próprias.

 

Por fim, a etapa intitulada Arquitetura de Games introduz os jogos digitais como uma linguagem cultural e campo de atuação tecnológica, além de funcionar como porta de entrada para questões relacionadas à criatividade, design, trabalho em equipe e orientação para possibilidades profissionais futuras.

 

Samuel Barros, criador de conteúdo sobre games há mais de dez anos na plataforma YouTube e morador do Alto da Independência, também atua como professor no projeto e coordena o Torneio Intercolegial de Games. Ele relata que a aceitação dos estudantes superou suas expectativas iniciais.

 

“No princípio, eu pensei que apenas o projeto de games seria o que mais despertaria interesse dos alunos, porém, os três projetos foram muito bem recebidos”, disse.


 

“Apesar de darmos recompensas para os projetos mais criativos apresentados, nós percebemos que o interesse deles pelo projeto está muito além de quererem receber algo em troca. Isso foi uma das coisas que mais me chamou atenção”, completou.


 

Engajamento estudantil e visão sobre o futuro da educação

 

Estudo divulgado pelo Ministério da Educação em 2025 indicou que quatro em cada dez estudantes no Brasil consideram essencial a presença de aulas práticas para a configuração da chamada “escola do futuro”.

 

O levantamento aponta que 41% dos alunos do sexto e sétimo anos, assim como 39% dos matriculados no oitavo e nono anos, avaliam que atividades práticas possuem a mesma importância que as esportivas. Os dados também evidenciam valorização das ações pedagógicas que integram tecnologia e mídias digitais ao processo de ensino.

 

Tais informações fazem parte do Relatório Nacional da Semana da Escuta das Adolescências nas Escolas, resultado de uma parceria entre o Ministério da Educação, Itaú Social, Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), e que contemplou a opinião de dois milhões e trezentos mil jovens de todos os estados brasileiros.

 

Foto: Divulgação/Leia Brasil

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