No dia 23 de abril, feriado de São Jorge no estado do Rio de Janeiro, a 13ª edição do Trem do Choro será realizada para celebrar o Dia Nacional do Choro e homenagear o nascimento do músico e compositor Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha. O evento, promovido em parceria com a SuperVia, transforma uma viagem de trem pelos trilhos do subúrbio carioca em uma experiência musical.
O Trem do Choro surgiu em 2012 quando o músico Luiz Carlos Nunuka, junto a amigos, criou uma roda de choro no bairro de Olaria, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, formando o grupo Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos. No ano seguinte, o sucesso da iniciativa levou à parceria com a SuperVia, que desde então disponibiliza, anualmente, um trem especial para o evento no Dia do Choro. O trem conta com oito vagões, cada um nomeado em homenagem a grandes nomes do gênero musical, tendo o primeiro carro dedicado ao Mestre Pixinguinha.
Segundo Itamar Marques, representante do Coletivo Trem do Choro, entidade responsável pela organização anual do evento, o projeto tem ganhado cada vez mais relevância e adesão do público ao longo dos anos.
“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, que organiza e promove o evento anualmente. Para participar, o público tem que pagar somente a tarifa regular de embarque.
Em 2026, Albenise de Carvalho Ricardo, mais conhecida como Nilze Carvalho, será a homenageada do evento. Nascida em 1969 em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Nilze é cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, além de possuir formação musical pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Nilze tem um forte vínculo com a música popular brasileira, em especial com o choro instrumental e o samba carioca.
Itamar Marques explicou que a escolha de Nilze para ser homenageada este ano tem o objetivo de prestar uma deferência às mulheres, destacando a importância de reconhecer aquelas que têm sido vítimas de agressões e violências no país.
“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.
Nesta edição, o Coletivo Trem do Choro também passará a ser formalmente oficializado. O coletivo reúne diferentes instituições culturais da região da Leopoldina.
Conforme destaca Itamar Marques, o trabalho coletivo de várias instituições e profissionais de diferentes áreas é fundamental para manter viva a história do Trem do Choro e preservar essa tradição cultural. Segundo ele, o gênero choro tornou-se mundialmente reconhecido e o evento tem visto um crescimento constante do público, com estimativa de participação entre seis e sete mil pessoas a cada edição.
A programação da 13ª edição do Trem do Choro terá início às 10 horas na Estação Central do Brasil, na Plataforma 12. O trem partirá às 11h18 em direção à Estação Olaria, que receberá simbolicamente o nome de “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante o percurso, grupos de choro realizarão apresentações em todos os vagões, mantendo viva a tradição da música instrumental brasileira.
Ao chegarem em Olaria, músicos e participantes seguirão em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira até a Travessa Pixinguinha, local onde viveu o patrono do dia e onde ele será homenageado. Após o cortejo, está prevista uma tradicional roda de choro e uma feira cultural promovida pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, que acontecerá na Praça Ramos Figueira, também conhecida como Reduto Pixinguinha. Neste espaço, será realizada ainda uma ação social em conjunto com o Lions Club.
As imagens da galeria registram momentos do evento, ilustrando a participação popular e a atmosfera festiva que marca o Trem do Choro, iniciativa que reforça o papel cultural dos subúrbios cariocas e valoriza os grandes nomes do choro brasileiro.