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Banco Central fecha cooperativa Creditag por crise financeira

Medida foi motivada por graves problemas financeiros e visa proteger credores e depositantes.

16/04/2026 às 16:17
Por: Redação

O Banco Central determinou nesta quinta-feira, 16, o encerramento extrajudicial das atividades da Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros — Creditag, tendo como justificativa principal o comprometimento severo da saúde econômico-financeira da entidade.

 

Segundo comunicado do órgão regulador, foi identificada uma exposição dos credores quirografários da cooperativa a um risco considerado anormal. Os credores enquadrados nessa categoria não dispõem de garantia real vinculada à dívida, sustentando seus créditos apenas por contratos convencionais, como notas promissórias, cheques sem respaldo ou contratos de prestação de serviço.

 

A cooperativa Creditag é definida pelo Banco Central como uma instituição financeira independente de pequeno porte. A autarquia informou que, em dezembro de 2025, os ativos totais sob responsabilidade da Creditag representavam cerca de 0,0000226% do total do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

 

Para efeito de comparação, as quatro maiores instituições financeiras do país concentram, atualmente, 54,7% do montante de ativos do SFN. Conforme o relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central, referente a abril de 2025, a Caixa Econômica Federal lidera o ranking, concentrando 15,1% dos ativos. Na sequência aparecem o Banco do Brasil, com 14,9%, o Itaú, com 13,6%, e o Bradesco, com 11,1%.

 

Procedimento especial de intervenção

A liquidação extrajudicial, conforme definido pela legislação vigente, constitui um mecanismo especial adotado pelo Banco Central para promover a retirada organizada de instituições financeiras inviáveis do Sistema Financeiro Nacional. Essa medida é executada sem a intervenção direta do Poder Judiciário e tem como objetivo salvaguardar os interesses de depositantes e credores em casos de insolvência, má administração ou ocorrência de fraudes.

 

Com a instauração do regime de liquidação, todos os bens pertencentes aos ex-administradores da cooperativa passam a ficar indisponíveis, em conformidade com a legislação.

 

O Banco Central comunicou que pretende adotar todas as providências previstas em sua esfera de competência para identificar responsabilidades pela crise na Creditag. Entre as possíveis consequências, estão a aplicação de sanções administrativas e o encaminhamento das informações às autoridades competentes, caso se verifique sua pertinência.

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