Dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira, 16 de abril, revelaram que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou elevação de 0,6% em fevereiro deste ano, em comparação com o mês anterior. Os números foram ajustados sazonalmente para o período.
A agropecuária apresentou aumento de 0,2%, enquanto a indústria avançou 1,2% e o setor de serviços cresceu 0,3%.
Quando comparado ao resultado de fevereiro de 2025, o índice mostrou retração de 0,3%, sem a aplicação de ajustes sazonais, pois se trata de comparação entre meses idênticos de anos consecutivos. Nos 12 meses encerrados em fevereiro deste ano, o IBC-Br acumulou crescimento de 1,9%.
O IBC-Br serve como um termômetro do desempenho econômico nacional, englobando informações referentes à atividade da indústria, comércio, serviços, agropecuária, além do volume arrecadado em impostos.
Esse indicador é considerado um dos principais instrumentos de apoio às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central relacionadas à definição dos juros básicos da economia, representados pela Taxa Selic. Atualmente, a Selic está fixada em 14,75% ao ano e é utilizada como ferramenta principal para o cumprimento da meta de inflação estabelecida para o país.
O indicador econômico IBC-Br é publicado mensalmente e possui metodologia distinta daquela usada para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), que é o dado oficial sobre o desempenho da economia do Brasil e é divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme o Banco Central, o IBC-Br "contribui para a elaboração de estratégia da política monetária" no país, mas "não é exatamente uma prévia do PIB".
O cálculo do PIB corresponde à soma de todos os bens e serviços finais produzidos nacionalmente. Em 2025, segundo o IBGE, a economia brasileira apresentou crescimento de 2,3%, com avanços em todos os setores e destaque para a agropecuária. Esse resultado corresponde ao quinto ano consecutivo de crescimento econômico no país.