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Greve paralisa USP com alunos e funcionários por melhores condições

Protestos no campus Butantã nesta quinta-feira (23) reforçam paralisação de estudantes e servidores que afeta mais de 120 cursos em cinco campi da universidade.

24/04/2026 às 06:10
Por: Redação

A Universidade de São Paulo (USP) vivenciou um dia de intensos protestos nesta quinta-feira, 23 de novembro, com a mobilização de estudantes e funcionários em uma greve que busca melhorias significativas nas condições de permanência estudantil e nos direitos trabalhistas. A paralisação, iniciada no dia 15 do mês corrente, já impacta mais de 120 cursos distribuídos em pelo menos cinco dos dez campi da instituição.

 

As reivindicações dos alunos, encabeçadas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP), abrangem uma série de pontos cruciais para a permanência acadêmica. Entre as principais exigências, destacam-se a reversão dos cortes nos programas de bolsas de estudo, a ampliação das vagas em moradias universitárias e a solução para problemas no fornecimento de água. Além disso, os estudantes clamam por políticas mais robustas de assistência estudantil, incluindo aprimoramento da alimentação e incremento no valor das bolsas.

 

Em paralelo à mobilização discente, os funcionários da USP também aderiram à paralisação, manifestando-se contra a precarização das condições de trabalho e a perda de poder aquisitivo. As pautas dos servidores incluem o combate às políticas de terceirização, a melhoria do atendimento nos restaurantes universitários e a resolução de questões relacionadas às condições sanitárias dos espaços da universidade. A união de forças entre estudantes e funcionários reflete uma insatisfação comum com a gestão da instituição.

 

Júlia Urioste, que atua como coordenadora-geral do DCE Livre da USP e é estudante de Artes Cênicas, criticou a postura da administração universitária. Ela ressaltou a percepção de que há recursos disponíveis para outras finalidades, enquanto as necessidades básicas dos estudantes e funcionários são negligenciadas.

 

A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil.

 

O protesto desta quinta-feira, organizado pelo DCE Livre da USP, percorreu as ruas adjacentes ao campus Butantã. Como forma de intensificar a pressão sobre a reitoria, uma nova mobilização já está agendada para a manhã desta sexta-feira, 24 de novembro. O próximo ato ocorrerá dentro do próprio campus Butantã, com manifestantes se dirigindo à reitoria para reiterar suas demandas. A principal reivindicação dos estudantes é a imediata criação de uma mesa de negociações para discutir e resolver os impasses apresentados.

 

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