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Transplante de membrana amniótica é incluído no SUS para tratamento do diabetes

Novo procedimento no SUS pode beneficiar mais de 860 mil pessoas com feridas crônicas, pé diabético e problemas oculares

16/04/2026 às 21:17
Por: Redação

A utilização do transplante da membrana amniótica foi recentemente incorporada pelo Ministério da Saúde como recurso terapêutico para o tratamento do diabetes e de alterações oculares no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa medida foi aprovada após avaliação positiva da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

Segundo comunicado oficial, a partir de agora, o transplante passa a ser recomendado especialmente para casos de feridas crônicas, situações de pé diabético e também para diferentes alterações que afetam os olhos. A expectativa das autoridades é de que a nova tecnologia beneficie mais de 860 mil pessoas anualmente em todo o país.

 

Como funciona o uso da membrana amniótica

 

A membrana amniótica é obtida após o parto e possui características reconhecidas de regeneração. Com propriedades que favorecem a cicatrização e têm efeito anti-inflamatório, esse tecido pode contribuir para reduzir complicações em diversos quadros clínicos.

 

No caso do pé diabético, a aplicação dessa tecnologia pode acelerar o processo de cicatrização das lesões. O tempo estimado para fechar feridas chega a ser até duas vezes menor em comparação com os curativos convencionais utilizados atualmente. Vale destacar que, no âmbito do SUS, a membrana amniótica já era empregada no tratamento de queimaduras extensas desde o ano de 2025.

 

Além disso, para pacientes com alterações oculares que envolvem pálpebras, glândulas lacrimais ou cílios, o transplante desse tecido contribui para o fechamento mais rápido de feridas, diminuição do desconforto doloroso e uma recuperação mais eficiente da superfície dos olhos.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

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