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Dólar encerra semana cotado abaixo de 5 reais; instabilidade afeta bolsa

Moeda norte-americana recua no dia, mas fecha semana em leve alta; ações ligadas ao petróleo e ambiente externo pressionam Ibovespa.

25/04/2026 às 13:07
Por: Redação

Em meio a um cenário internacional de menor aversão ao risco, o dólar comercial terminou o pregão da sexta-feira cotado a 4,998 reais, representando uma queda de 0,1% em relação ao dia anterior. Apesar desse recuo pontual, a moeda norte-americana apresentou valorização acumulada de 0,32% na semana, embora, no decorrer de 2024, registre depreciação de 8,92% frente ao real, atingindo o menor patamar em mais de dois anos em alguns momentos.

 

A diminuição do apetite global por ativos considerados seguros, como o dólar, foi influenciada pela expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após a extensão do cessar-fogo na região. Esse contexto beneficiou moedas de mercados emergentes, incluindo o real.

 

No decorrer dos últimos dias, o mercado de câmbio passou por ajustes de ordem técnica, com investidores optando por realizar lucros após quedas significativas da moeda. O Banco Central chegou a anunciar intervenção no mercado, ofertando dólares à vista e contratos futuros de maneira simultânea (operação conhecida como casadão), mas não aceitou as propostas apresentadas, indicando ausência de necessidade para atuar naquele momento.

 

Desempenho negativo do Ibovespa marca terceira queda consecutiva

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, fechou esta sexta-feira em baixa de 0,33%, atingindo 190.745 pontos, o menor nível registrado desde 14 de abril. Durante o pregão, o índice chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos em razão da realização de lucros — investidores optaram por vender ações para assegurar ganhos obtidos após altas recentes.

 

Esse movimento resultou na terceira queda seguida do Ibovespa, que apresentou alta em apenas uma das últimas sete sessões. No acumulado semanal, o índice recuou 2,55%. Ainda assim, mantém avanço de 1,75% no mês e de 18,38% no ano.

 

Entre os fatores que contribuíram para a pressão sobre o índice, destacam-se o desempenho de empresas ligadas ao setor de petróleo e o ambiente externo considerado misto, uma vez que as bolsas de valores dos Estados Unidos apresentaram comportamentos distintos: os índices de tecnologia registraram elevação, enquanto os de setores mais tradicionais encerraram o dia em baixa.

 

Mercado do petróleo registra forte oscilação semanal

Os preços do petróleo apresentaram intensa volatilidade ao longo da sexta-feira, influenciados tanto por tensões geopolíticas quanto por sinais de possível distensão no conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

 

O contrato futuro do barril de Brent para junho, referência internacional utilizada pela Petrobras, fechou cotado a 99,13 dólares, com queda de 0,22% no dia. Já o barril do WTI, referência do Texas nos Estados Unidos, encerrou negociado a 94,40 dólares, após registrar recuo de 1,5% no pregão.

 

A despeito das oscilações intradiárias, o Brent acumulou valorização de 16% na semana, enquanto o WTI subiu quase 13% no mesmo período. Esse aumento expressivo dos preços reflete preocupações acerca da oferta global de petróleo, especialmente devido ao cenário de conflito no Oriente Médio.

 

A situação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, permaneceu crítica, com redução do tráfego marítimo e relatos de apreensão de embarcações.

 

Informações complementares foram fornecidas pela Reuters.

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