Drones operados pelo Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) atingiram, nesta quinta-feira (30), uma refinaria de petróleo localizada próxima à cidade russa de Perm. O ataque representa a segunda ofensiva consecutiva direcionada a instalações petroleiras na região, em uma estratégia adotada por Kiev para enfraquecer as receitas energéticas que sustentam o financiamento militar de Moscou.
Segundo as informações divulgadas pelo SBU, a refinaria pertence à Lukoil e está situada a mais de 1.500 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. Trata-se de uma das maiores estruturas do setor em território russo, com uma capacidade anual próxima a 13 milhões de toneladas de processamento de petróleo.
O SBU detalhou que o ataque desta quinta-feira danificou uma unidade vital para o processamento primário de petróleo, colocando esse setor da refinaria fora de operação. As informações são preliminares, mas indicam impacto significativo na funcionalidade da instalação.
Além disso, o serviço de segurança informou que a ofensiva também voltou a atingir uma estação de bombeamento de petróleo na mesma região. Na noite de quarta-feira (29), esta estação já havia sido bombardeada, resultando em danos. O ataque subsequente, realizado na quinta-feira, provocou novos focos de incêndio no local.
A Lukoil, responsável pela refinaria atingida, não respondeu de imediato aos pedidos de declaração sobre os incidentes e os danos relatados.
O aumento das ações ofensivas por parte da Ucrânia dentro do território russo tem o objetivo declarado de desestabilizar a cadeia de produção e distribuição de petróleo do país vizinho. Esse movimento visa reduzir as receitas provenientes do setor energético, que são consideradas fundamentais para a manutenção do esforço de guerra russo na Ucrânia.
O contexto internacional também influencia o cenário do mercado de energia. Com o conflito envolvendo o Irã e a flexibilização das sanções impostas a Moscou, os preços globais do petróleo registraram elevação.
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